Domingo, 1 de Março de 2009

Finalmente fiquei a saber o que realmente se está a passar, parece que enquanto ele era vivo ninguem me queria dizer o que se estava a passar, porque é que o meu pai chegava a casa super cansado e fechava-se na cozinha com a minha mãe a falar da ultima que o Sr.Daniel tinha aprontado, ou o que a Sra.Noémia não sabia fazere no entanto, quando nos encontravamos todos, é como se nada tivesse acontecido. Eu não era e penso que nunca fui estupido, eu sabia de algumas coisas que se passavam e mostrava todos os dias aos meus pais exatamente aquilo que sabia, eu não queria trnar-me como eles, falsos e dizer que tudo estava bem somente porque eramos e somos familia, mas o na realidade foi isso que aconteceu, eu tonei-me num deles e com eles aprendi a ser calculista e aprendi a ouvir calar e saber exatemente quando abrir a boca para que não fosse tomado como uma simples criança que era.

 

A culpa do nosso afastamento foi toda dele, desde cedo que ele tornou clara a distinção que tinha entre uns e outros, apesar de acreditar que não o fazia de proposito, não era capaz de pedir desculpa ou remediar os seus erros, tnha empre de mandar alguel no seu lugar e por essas e por outras fomos afastados do seu circulo familiar mais intimo, desde quando é que um natal com a familia deve ser um dos momentos mais chatos do ano? Sabia que algo estava errado nesta imagem familiar. Penso que não é suposto o neto não adorar o seu avô mas na verdade foi o que aconteceu, e a culpa foi toda dele mas antes que eu me tivesse apersebido disso, pensei durante muito tempo que a culpa era minha que eu é que era um monstro em não sentir nada quando ele se foi embora, e talvez eu seja realmente esse monstro.

 

Não gosto de pensar assim de mim, mas a verdade é que penso assim, quase todos os dias e isso faz-me ter medo de fechar os olhos a noite. Isso e outras coisas.

 

Sempre tive um medo terrivel de falhar e na verdade falho mais que muita gente, falho em muita coisa e penso constantemente que não sou suficientemente bom em nada, nada mesmo, tudo o que eu gostava de fazer não consigo fazer, por várias razões, ou porque espero que elas caem do ceu mesmo em cima de mim ou porque não as consigo acaber com medo de desiludir mais uma vez. Pelos vistos já estou a ficar conhecido pela minha capacidade de falhar mas a verdade é que tento melhorar-me aos poucos e poucos mas é dificil quando o adversário somos nós proprios.

 

Não é assim tão facil ficar em casa sem fazer nada como pensava que seria. Sou um monstro em recuperação.



publicado por Marco às 04:58 | link do post | comentar

1 comentário:
De Fábio a 1 de Março de 2009 às 16:56
Quando sentires esse medo dentro de ti, pensa em nós. Pensa nos teus amigos, naquilo que és na realiddae quando estás connosco. Pensa na nossa foça e na energia que te damos.

Força amigo.

Um abraço

PS: Assim muito puro e duro: és um monstro o caralho pá!


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