Sábado, 1 de Novembro de 2008

Tenho muitas coisas para escrever, mas não sei como o fazer.

 

Este post vai ser uma mistura de vários assuntos e aos quais a mim apenas dizem respeito, caso certas pessoas não persebam nada daquilo que eu estou para aqui a escrever, não se sintam com a vontade de me perguntar sobre o que é que isto, ou aquilo significam.

 

Porque eu não vou responder a essa pergunta.

 

É mais facil contruir este texto quando estou confinado a minha mente, surge tudo muito depressa e para mim tudo faz sentido, mas aqui, é tudo muito mais dificil e parece que nada faz sentido. É um desafio que pretendo resolver.

 

É de facto engrassado como quando estou num estado alterado, tenho tendência para dizer tudo aquilo que sinto sem medo das consequências que iram surgir no dia seguinte. Digo tudo na esperança de que no dia seguinte não me lembre de nada, não que eu esteja arrependido daquilo que disse ou fiz, não estou. Apesar do estado em que estava nunca por momento algum deixei de ser eu mesmo, de ter um certo nivel de consciência. Se calhar foi por isso que fiz o que fiz, sabendo exatamente aquilo que ia enfrentar no dia seguinte.

 

Acharam todos muita piada, uns mais que outros, quando souberam as historias contadas sobre a minha situação, mas é engrassado ver como toda a gente não se perguntou porque o fiz, possivelmente na mente de algumas pessoas estarei a passar por bêbado ou por alguém que quando sai para se divertir tem de o fazer bebendo. Aqueles que o fazem certamente não me conhecem. Eu não chego aquele estado sem motivo aparente, nunca o fiz. Há sempre aquelas alturas que é por puro acidente e um certo nivel de inconsciência mas não desta vez.

 

Não gostei do que tive de passar hoje, trouxe-me memórias de coisas que gostaria não me lembrar.

 

Talvez só agora vi como ele me faz falta e como tenho criado barreiras para nao permitir a mim mesmo sentir e ter essa capacidade, a insensibilidade acenta-me, bem sempre me ajudou em muitas situações mas agora fui abaixo, mas como sempre mascaro com um sorriso.

 

"Marco estás a rir ou estás a chorar", isto foi o que a catarina me disse e muitas vezes não sei responder a essa pergunta. A máscara está de tal forma intranhada em mim que já não onde uma comessa e eu ou outra máscara termina, acho que nunca me irei livrar delas.

 

Só uma pessoa até hoje conseguiu entranhar e encontrar-me a mim, o meu lado mais puro e mais verdadeiro, e é assim que me sinto sempre ao seu lado, obrigado.

 

Talvez algum dia terei a coragem (que pelos vistos está na moda), de mostrar a minha verdadeira cara, não o fiz até hoje por puro medo. Medo de mim e dos outros.

 

Era bom sofrer de ressaca pelos meus pecados e poder dizer como muito bêbado que se preza diz "Esqueci-me, não me lembro de nada" e comessar tudo de novo.

 

Se este post ofende alguem, peço desculpa pois não era esse o meu objectivo. E não pensem que este post se dirige a alguém por que este post só a mim diz respeito, isto não é uma maneira de passar alguma mensagem, codificada nas entrelinhas, para alguém este post é só meu esta mensagem é só para mim.

 

Se sentirem a extrema necessidade de comentarem, façam-no mas caso contrário não o façam. O que está a ser aqui escrito não é para ser comentado ou falado comigo, porque não vou falar sobre ele(s) a não ser que seja extritamente necessário.



publicado por Marco às 20:51 | link do post | comentar

1 comentário:
De Fábio a 1 de Novembro de 2008 às 21:58
Achei estritamente necessário comentar, acho sempre.

Sabes que sou teu amigo, e tento zelar sempre pelo bem dos meus amigos. Às vezes exagero e dou-me mal com isso. Se calhar esta foi uma dessas vezes. Brinquei demais talvez. Sei como te sentes. E, da minha parte, peço desculpa, se é que há desculpas a pedir, por ter contado as nossas aventuras ao Olavo e à Catarina. Devias ser tu a fazê-lo se é que achas que o devias fazer. Desculpa.

Sim, de certo modo, serve.me a carapuça, pelo menos de certa maneira.

Não precisamos do alcool para nos divertir. é certo. Mas quando abusamos um bocadinho ou quando o nosso corpo nao esta habituado a estas andanças ficamos demasiadamente sinceros. O que não é de todo mau. Já passpu. Levamos tudo na boa, uns com os outros. Tem de ser assim!

Um abraço Marco, e quando precisares, cá estarei.
Fábio.


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